69% das mulheres entre os 18 e os 30 anos são influenciadas pelas redes sociais nas suas decisões de compra
II Estudo Webloyalty "O Consumo Online em Portugal 2026"
A penetração das redes sociais continua a ganhar terreno em Portugal. Os dados do DataReportal cifram em 7,59 milhões as contas de redes sociais no país em outubro de 2025, o equivalente a 73% da população. Esta penetração intensifica-se especialmente entre os mais jovens, uma vez que 9 em cada 10 pessoas com 18 anos utilizam estes canais, e 13% declara passar 6 horas ou mais por dia nestas plataformas, sendo o TikTok, o Facebook e o Instagram as mais frequentadas, de acordo com o estudo "Comportamentos Aditivos aos 18 anos" (2024) do ICAD (Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências).
Além disso, a utilização das redes sociais também evoluiu, deixando de ser uma montra de tendências para se tornar numa fonte de entretenimento, informação e, cada vez mais, de consumo. Com efeito, a II Edição do estudo "Consumo Online em Portugal 2026", elaborado pela Webloyalty, empresa líder na geração de receitas adicionais para o comércio eletrónico através de uma solução de Retail Media, indica que metade dos consumidores digitais portugueses reconhece que as redes sociais influenciam, em maior ou menor medida, as suas decisões de compra.
Portugal está a viver uma transformação muito clara nos hábitos de consumo digital. As redes sociais já não são apenas um canal de comunicação — são o novo ponto de venda. Por isso, os retalhistas já não se podem dar ao luxo de estar presentes apenas para inspirar. Têm de estar presentes também para reter, fidelizar e gerar valor real em cada interação. Eduardo Esparza, VP General Manager da Webloyalty Iberia & LATAM
As mulheres jovens, o perfil mais sensível ao consumo pelo impacto das redes sociais
O estudo da Webloyalty revela que as mulheres são o grupo mais recetivo à influência das redes sociais nas suas decisões de compra, como confirma 55% das inquiridas — percentagem que sobe para 69% no caso das jovens entre os 18 e os 30 anos, tornando-as no segmento com maior índice de influência de todo o estudo.
Adicionalmente, Lisboa, Porto e Setúbal concentram 55% de quem declara que as redes sociais influenciam as suas decisões de compra. Este perfil realiza as suas compras através do telemóvel (73%), um dado que se enquadra na utilização intensiva das redes sociais no smartphone. Acresce ainda que 43% compra online pelo menos uma vez por semana, o que os caracteriza como comprador habitual e recorrente, e não ocasional.
A fidelização, a chave para converter a influência em valor sustentável
O consumidor de redes sociais procura produtos, mas também oportunidades nestes canais. De facto, o perfil que é influenciado pelas redes sociais no momento da compra afirma que as promoções e descontos (66%) e os cupões ou códigos de desconto (61%) são os mecanismos de poupança a que mais recorre, seguidos de perto pelo cashback ou reembolso parcial da compra (47%).
O estudo revela igualmente que 88% dos consumidores portugueses estaria interessado em plataformas que ofereçam reembolso sobre as suas compras habituais, o que aponta para um terreno muito fértil para as soluções de fidelização digital.
"As redes sociais são uma porta de entrada para o consumidor, mas retê-lo exige propostas de valor reais", explica Eduardo Esparza, VP General Manager da Webloyalty Iberia & LATAM. "Neste contexto, as marcas devem ir além da mera presença nas redes sociais para construir relações duradouras com os seus clientes. O Retail Media surge como uma solução que se vai consolidando e ganha terreno como alternativa complementar a soluções centradas exclusivamente em métricas de incrementalidade nas vendas. Este permite desenvolver ações que impactem o cliente com publicidade no momento ideal, o que repercute diretamente na experiência do utilizador, melhorando-a de forma notável".